Milhares de pessoas estão enfrentando os sintomas da nova onda de gripe nas últimas semanas. De acordo com dados recentes, a incidência continua alta, especialmente entre crianças pequenas, o que exige um cuidado redobrado e atenção dos pais.

Especialistas afirmam que "a maioria dos casos de gripe grave e complicada envolve pessoas não vacinadas".

Consequentemente, a prevenção continua sendo a melhor ferramenta para evitar complicações. No entanto, quando a doença se instala, entender como cada medicamento age no corpo facilita muito o processo de recuperação.

A DIFERENÇA ENTRE OS MEDICAMENTOS USADOS

O virologista Fabrizio Pregliasco esclarece que "esses medicamentos são essencialmente apenas sintomáticos; eles reduzem a resposta inflamatória. O paracetamol é um antipirético, enquanto o ibuprofeno é um anti-inflamatório que tem um efeito mais transversal na resposta inflamatória, portanto, nas dores musculares e articulares. Mas não é como se a gripe fosse diferente este ano".

Por outro lado, o médico Matteo Bassetti reforça que o paracetamol é a escolha ideal contra a febre alta. Segundo ele, "a ideia de que o paracetamol não funciona e não é eficaz contra a gripe é uma notícia falsa".

O ERRO COMUM DE SE AGASALHAR DEMAIS

Muitas pessoas acreditam que suar a febre debaixo de várias cobertas ajuda, mas os médicos discordam totalmente dessa prática. Na verdade, esse hábito impede a perda de calor necessária para baixar a temperatura do corpo.

Bassetti alerta que "cobrir-se demais é um grande erro, porque se você se cobre demais, transpira, e o suor pode esfriar, acabando por ter o efeito contrário. Esse uso excessivo acaba tendo o resultado oposto". Assim, o ideal é manter roupas leves.


Fonte: Correio