Neste domingo (3), vestidos com roupas brancas, segurando cartazes e bexigas brancas, familiares e amigos de Marcos Gabriel se reuniram no início da noite, em frente a Catedral de Juazeiro. Em circulo, por cerca de uma hora, com a ajuda de um carro de som, eles oraram, deram testemunhos, depoimentos e cantaram músicas que falavam de paz.
No domingo também fez um mês que o jovem Marcos Gabriel Nunes, de 28 anos, morreu no Hospital Universitário de Petrolina. Marquinhos, como era chamado por amigos e parentes, foi baleado na cabeça por outro homem no dia 29 de Novembro, na Lagoa de Calú, em Juazeiro.
Não estamos aqui fazendo um protesto contra ninguém. Estamos pedindo paz entre as pessoas, paz a cidade, para as famílias”. Frisou Élio Batista, Coordenador do Setor de Juventude da Diocese de Juazeiro e um dos organizadores do manifesto. Élio, que também faz parte do movimento de bandas de fanfarras, fez questão de deixar claro que não foi uma briga entre fanfarras que motivou o atentado contra Marcos.


Marcos, era integrante da banda de fanfarra do Colégio Municipal Paulo VI, mas não estudava mais no colégio. Participava como voluntário. No dia do atentado contra sua vida, teve uma competição entre várias fanfarras na Lagoa de Calú e uma discussão entre Marcos e um rapaz de uma outra banda teria motivado o crime. Mas esta versão está sendo desmentida por familiares de Marquinhos. De acordo com Leopoldo Sento Sé, cunhado da vítima, Marcos Gabriel não discutiu com ninguém e nem tocou na fanfarra do Paulo VI no dia 29 de novembro. “Ele estava na Lagoa de Calú, naquele dia, apenas assistindo a competição. Não houve discussão. Não temos a menor ideia do que tenha motivado o crime” – Esclareceu Leopoldo. Marcos Gabriel, foi levado com vida para o Hospital Universitário de Petrolina, mas faleceu 4 dias depois.





Fotos: Leonardo Rodrigues
Fonte: Blog 60 Graus